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PAULO OLHARES

"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." Miguel Torga

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

 

 

 

 

  • Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.

  • É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).

  • Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?

  • Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.
    Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.

  • As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!

  • Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.

  • Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.

  • Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
    Clica aqui para leres sobre esta organização.

  • Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.

  • Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.

  • Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!

  • Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
    - afecto, amor e compreensão;
    - alimentação adequada;
    - cuidados médicos;
    - educação gratuita;
    - protecção contra todas as formas de exploração;
    - crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.

  • Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?

  • A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".
    Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

  • Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.

  • Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).
  • Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.

  • Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

  • Sem titulo

     
     
    Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa
    tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e
    com elas quero construir um templo em forma de ilha
    ou de mãos disponíveis para o amor....

    na verdade, estou derrubado
    sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde,
    não sei onde
    procuro as aves recolhidas na tontura da noite
    embriagado entrelaço os dedos
    possuo os insectos duros como unhas dilacerando
    os rostos brancos das casas abandonadas, á beira mar...

    dizem que ao possuir tudo isto
    poderia Ter sido um homem feliz, que tem por defeito
    interrogar-se acerca da melancolia das mãos....
    ...esta memória lamina incansável

    um cigarro
    outro cigarro vai certamente acalmar-me
    ....que sei eu sobre as tempestades do sangue?
    E da água?
    no fundo, só amo o lodo escondido das ilhas...

    amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso
    estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo
    hoje, vou correr à velocidade da minha solidão

     

     

     



    Crianças devem usar óculos de sol na praia

     

     

    Os óculos são essenciais 

     

    A protecção dos olhos das crianças nas idas à praia é o próximo passo que os pais têm de dar, após terem aprendido na última década a proteger a pele dos filhos dos malefícios do sol.

    O pediatra Mário Cordeiro, defende, em declarações à agência Lusa, que as crianças devem usar óculos de sol desde bebés para protegerem os olhos dos efeitos prejudiciais do sol, como a luz, que pode danificar a visão visto que esta só atinge o estado definitivo na adolescência.

    Na última década, a camada de ozono tem vindo a diminuir e a ficar cada vez mais enfraquecida devido à poluição industrial, entres outros tipos, o que tem contribuído largamente para a exposição dos seres vivos aos raios ultra violetas.

    Mário Cordeiro afirma que os malefícios das alterações climatéricas têm vindo a ser acompanhados de um conhecimento cada vez melhor dos riscos de exposição aos raios ultra violetas, um dos principais factores ambientais responsáveis pelo desenvolvimento do cancro de pele e de problemas de visão.

    Apesar dos pais se sentirem consciencializados e na obrigação de proteger as crianças do sol, o mesmo não acontece em relação a outras partes do corpo, como a visão.

    O pediatra considera que tanto os pais, como os educadores e os pediatras devem estender os cuidados de protecção solar à visão.

    A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia tem lançado os mesmos alertas ao público a explicar que "as radiações associadas aos raios ultravioleta, quando negligenciadas, podem prejudicar gravemente a visão."

    Esta organização alerta também para o facto de a seguir à pele, o olho ser o órgão mais susceptível de sofrer danos, a nível da córnea, da retina e do cristalino, devido à exposição aos raios ultravioleta. O risco de desenvolver cataratas torna-se bastante significativo.

     

                                                                                                                                                 Publicado no JN

     

     

    A Infância, ...

     

     

     

     

     
     
     
     
    Quem pode dizer-me quando termina
    Quem de vós pode dizer-me quando começa.
    Não tem nada a ver com a imprudência
    E é tudo o que não é escrito.
    Quem nos impede de a viver
    De a reviver infinitamente
    De viver a lembrar o tempo
    E de não querer rasgar o livro?

    A infância

    Que penetra nas nossas rugas
    Para fazer de nós velhas crianças
    Jovens amantes
    De coração cheio e cabeça vazia.
    A infância
    É o direito aos sonhos
    De poder continuar a sonhar.
    O meu pai era,... não sei,
    E o aborrecimento foi o que encontrei.
    Na infância
    É meio dia todos os dias
    Domingo todas as manhãs
    Os adultos desertores
    E os burgueses são todos indios.
    Se os pais soubessem
    Se os amantes dela tivessem conhecimento
    Se por sorte soubessem o que é a infância
    Jamais haveria crianças.
     
     

    -

     

    Aqui, ...

     

     

     

     

     

    ...está um pouco da alma.
    Mas não há nada como o olhar.
    Reflecte tudo aquilo que se sente.

    Queria dar-vos o Mundo,...

     

     

    Sinto-me indefeso e perdido quando vos vejo na rua... olhar distante, perdidos de tudo, cheios de silêncio suplicante por um pedaço de sorriso...

    Sinto-me fraco, impotente perante tanto sofrimento espelhado nos olhos da vossa alma perdida e, partida a minha alma, fujo de tudo, até de mim mesmo, do que sou... sinto a vossa dor e não posso ser o que queria para vocês...

    Sinto-me vulnerável... sinto a indignação de um mundo onde todos têm o direito de ter as mesmas oportunidades, o mesmo direito a sorrir, o mesmo direito a viver a vida digna e alegrar-se com o nascer do sol... e onde nada disso acontece.

    Sinto vergonha deste mundo, onde vocês mendigam por um bocado de pão, um pedaço de tecido para se cobrirem durante a noite ao relento, uma moeda para o leite do vosso bebé... não entendo como podem haver tantas desigualdades entre pessoas, como pode haver tanta indiferença das pessoas que poderiam realmente fazer a grande diferença...

    E no meio deste mundo, sinto que não sei viver. Queria vida para todos, vida onde haja sempre algo por que sorrir e lutar.

    Mas sinto que cada dia que passa o mundo se torna mais degradante... por vezes somos tão egoístas... Só queria dar-vos o mundo...

     

    .

     

     

    "Morre lentamente quem nao viaja, quem nao lê, quem nao ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
    Morre lentamente quem destroi o seu amorpróprio, quem não se deixa ajudar.
    Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou nao conversa com quem não conhece.
    Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
    Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
    Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
    Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
    Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de inicia-lo, nao pergunta sobre um assunto que desconhece ou nao responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
    Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

    Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplendido de felicidade".

    Pablo Neruda
     
    Carinhosamente cedido pela Nanú. 

    Sida

     

     

    Como se transmite a Sida?


    O vírus HIV para produzir doença no seu processo normal de desenvolvimento e proliferação, tem que ter acesso e entrar na corrente sanguínea do nosso corpo.
    Quando no exterior, fora dos condições convenientes à sua vida, o vírus morre rapidamente, em poucas horas.
    Nestas condições, e já se conhecendo quais os fluidos orgânicos que são infectantes, as formas de transmissão de SIDA são as seguintes
    :

     

    1. SANGUE - produtos e seus derivados

    Há anos atrás, quando ainda não se conhecia a doença, foi possível ter-se injectado sangue ou seus derivados, de indivíduos já portadores de SIDA em indivíduos sãos, transmitindo-lhes assim a doença.

    Felizmente essa situação encontra-se hoje resolvida. Entre as análises que, obrigatoriamente, se têm que efectuar aos dadores de sangue, figura o despiste de portador de SIDA.

    É uma forma de transmissão que actualmente, só por acidente raro, pode ser considerada.

     

     

     

     

    2. INJECÇÕES NA VEIA

    Mesmo que o produto a injectar seja estéril, se a agulha e seringa usadas na injecção estiverem infestadas, a doença também é transmitida. Nos estabelecimentos de saúde não existe este risco porque as agulhas e seringas estão esterilizadas, e usadas só uma vez. Mas entre os toxicodependentes, dos actos que descuidadamente praticam, a partilha de agulhas e seringas sem o mínimo cuidado, é um dos factores de transmissão mais importante. Associado à prática sexual múltipla e não protegida, transforma os toxicodependentes num dos grupos mais infestados e o maior disseminador da infecção na população geral.

     

    3. RELAÇÕES SEXUAIS

    As situações de SIDA inicialmente detectadas verificavam-se, como mais frequentes, entre os homossexuais masculinos. Este grupo, ainda hoje considerado de grande risco, por ter sido o mais agredido e o mais alertado, foi aquele que teve mais cedo que conhecer e encarar a doença, tomando as precauções de defesa convenientes a uma não contaminação. Em compensação, a transmissão por relações heterossexuais tem aumentado muito nestes últimos anos.

    A DOENÇA NÃO FICA A PERDER !

    O RISCO DE CONTAMINAÇÃO AUMENTA:

    COM O NÚMERO DE PARCEIROS SEXUAIS
    NO SENTIDO HOMEM INFECTADO MULHER SÃ

     

     

     

    A existência de pequenas efracções, úlceras ou feridas na mucosa vaginal, agravam muito a possibilidade de infecção da mulher.

    Mas também são essas pequenas lesões na mulher infectada, que provocam maior facilidade de contaminação no homem são.

    Se considerarmos que existem situações de prática diária de vários actos de actividade sexual, com vários parceiros diferentes, entre indivíduos que até podem desconhecer a sua situação como doentes, compreende-se por que se considera actualmente a transmissão heterossexual como muito importante

    SIDA DEIXOU DE SER UMA DOENÇA DE GRUPOS FECHADOS, DOS DROGADOS, DOS HOMOSSEXUAIS, PARA SER UMA DOENÇA QUE PODE ATINGIR QUALQUER ELEMENTO DA POPULAÇÃO.

    Há países onde começa a ser alarmante a incidência de SIDA nas camadas mais jovens ( 12, 13 anos), relacionada com o início de uma desregrada actividade sexual e a prática de consumo de drogas.

    4. GRAVIDEZ

    A MULHER INFECTADA PODE TRANSMITIR SIDA AOS SEUS FILHOS.

    A transmissão mais frequente é feita durante o período de gestação, em que o sangue da mãe vai circular no feto, através da placenta. Menos provável, ou menos frequente, é a contaminação durante o parto pelo sangue perdido, ou durante a amamentação. Os recém nascidos têm uma capacidade de resistência muito fraca, ainda não desenvolvida, e durante os primeiros tempos de vida a resistência que têm foi-lhes transmitida pela mãe durante a gestação. Uma mãe infectada tem pouco para oferecer a seu filho. Pouco de bom, claro e porque aquilo que oferece está dependente do estado de evolução da sua doença, nem todos os filhos são atingidos da mesmo maneira.

    Em termos gerais, pode considerar-se que 20% dos filhos de mães infestadas vão ter SIDA e morrer a curto prazo. Alguns antes dos dois anos, outros vão ter várias doenças e complicações, arrastando uma vida penosa e infeliz até morrer, alguns anos mais tarde.

    EM TODOS OS PAÍSES NASCEM CRIANÇAS COM SIDA, FILHOS DE PAIS QUE, NÃO SABENDO QUE ERAM PORTADORES DA DOENÇA, CONDENARAM INEVITAVELMENTE SEUS FILHOS.

     

     

     

     

     

    Como evolui a doença?
    Certos autores referem que, numa percentagem de casos que pode ir até aos 30% em certos estatísticas, entre 10 e 15 dias depois da infecção, os doentes referem um período febril, curto, sem características especiais, como se fosse uma gripe.
    Para outros, este acidente é tão pouco exuberante que não fica na memória dos doentes.

    O QUE É IMPORTANTE É REFERIR QUE QUALQUER PESSOA PODE SER INFECTADA SEM DAR POR ISSO, SEM O SABER.

    Após o acidente de infecção, a doença tem um longo período de evolução silenciosa sem provocar a mais pequena perturbação ou queixa.

    É o período durante o qual o vírus se instala, começa a invadir e destruir os linfócitos T 4 e a multiplicar-se.

    O nosso organismo põe em acção os seus mecanismos de defesa ( produzindo, inclusive, maior número de linfócitos T 4 tentando neutralizar a agressão.

    A duração do período de evolução silenciosa, muito variável (em média de 8 a 10 anos),está dependente de vários factores:

    da intensidade e gravidade da infecção
    do estado da capacidade de defesa do organismo
    da intercorrência de outras doenças igualmente agressivas, que reduzam a capacidade de defesa.
    da possível sobre-infecção pelo vírus HIV, em contactos posteriores.

    Durante este período diz-se que o indivíduo é PORTADOR por trazer consigo o VÍRUS; também se diz que é SEROPOSITIVO por serem positivas as análises que indicam a infecção.

    O QUE É GRAVE NESTA DOENÇA, E DEVE SER DO CONHECIMENTO GERAL, É QUE DURANTE TODO ESSE PERÍODO EM QUE NÃO TEM DOENÇA CLÍNICA E MUITAS VEZES NÃO SABE SEQUER QUE É PORTADOR, ESSE INDÍVIDUO PODE INFECTAR TODOS AQUELES COM QUEM TIVER CONTACTOS SEXUAIS.

    A grande traição desta doença estabelece-se assim em três planos:ç

    pode-se contrair, SEM TER CONHECIMENTO
    pode existir,
    SEM SER APERCEBIDA
    transmite-se, TRANSFORMANDO UM ACTO QUE DEVIA SER DE ALEGRIA E DE AMOR, NUM ACTO DE MORTE

    Ao fim de certo tempo, o período correspondente à evolução silenciosa, as defesas do organismo estão esgotadas.Começam então a aparecer as complicações próprias de um organismo sem capacidade de se defender, de reagir a infecções mesmo as mais correntes, as mais simples.

    E porque muitas dessas infecções são produzidas por agentes que normalmente são incapazes de provocar doença, alguns até habitantes usuais do nosso organismo, dá-se-lhes o nome de INFECÇÕES OPORTUNISTAS.

    Cada crise assim desencadeado torna mais fraca a capacidade imuno-defensora do organismo e mais frágil a resistência do doente a outras agressões, surgindo assim VÁRIOS TIPOS DE CANCRO, característicos desta situação.

    Está então estabelecido o quadro clínico do " SINDROMA DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA " corolário final de uma doença contraída anos antes, de evolução torpe, não sentida que, quando aparece como síndroma denunciado, já pouco há a fazer.

    Pela repetição, ou manutenção, das crises ou das infecções, o doente morre em pouco tempo.

     

     

     

    Qual o tratamento?


    NO ESTADO ACTUAL DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NÃO HÁ UM VERDADEIRO E EFICAZ TRATAMENTO PARA A DOENÇA, QUE IRRADIQUE DEFINITIVAMENTE O VÍRUS DO ORGANISMO

    De resto, mesmo para as outras doenças provocados por vírus não existe tratamento médico, no sentido de tomar remédios para " matar , o agente da doença, como acontece para as infecções produzidas por bactérias.

    Nas doenças por vírus, a atitude médica consiste em criar no organismo defesa específica contra essa possível agressão, sob a forma de administração de vacinas. É uma atitude preventiva de modo a que, no caso do infecção se dar, a doença não surja, ou seja tão fraca, que o organismo não venha a sofrer por isso e a possa debelar com facilidade.

    AINDA NÃO FOI DESCOBERTA A VACINA DE PREVENÇÃO PARA A SIDA

    Existe, no entanto, um grupo de medicamentos que podem diminuir a multiplicação dos vírus.

    Não destrói todos os Vírus, nem cura a doença, mas reduzindo o número de elementos agressivos, pode retardar a sua evolução.

    Não tanto na fase final, com o SINDROMA DE IMUNODEFICIÊNCIA declarado, bem definido, mas na situação anterior, ajudando o organismo a manter ainda certo grau de defesa e imuno-resistência.

    São medicamentos que podem prolongar o tempo de vida, contendo a infecção numa fase anterior ao cataclismo final.

    MAS PARA QUE POSSA RESULTAR ESSE TRATAMENTO, TORNA-SE NECESSÁRIO QUE OS INDIVIDUOS SEROPOSITIVOS, OS PORTADORES, SEJAM DESPISTADOS PRECOCEMENTE E SEGUIDOS PERIODICAMENTE PARA APLICAÇÃO DO TRATAMENTO NA ALTURA DEVIDA E CONVENIENTE.

    E isso depende, exclusivamente, de interesse e da vontade de cada pessoa em ter conhecimento da sua situação perante a possível infecção pelos vírus HIV.

     

     

     

    Qual a solução. Que fazer?

    Não havendo processo médico curativo, ou de prevenção, para a doença, COMPETE À POPULAÇÃO ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PESSOAL DE PREVENIR-SE CONTRA ELA.

    É esse o grande interesse desta CAMPANHA - dar conhecimentos de aspectos particulares desta doença, divulgá-la, acabar com o secretismo que a tem envolvido, torná-la objecto de preocupação e de decisão consciente de todos.

    SIDA é uma doença tão traiçoeira, tão grave, de resultados tão nefastos, e já tão expandida, que o facto de estar ligada a grupos de comportamento especial, ou por estar quase exclusivamente ligada ao acto sexual, não deve impedir que todos a encarem de frente, a pesquisem, a considerem com a preocupação que merece.

    COMPETE A CADA UM ASSUMIR A SUA QUOTA PARTE NA RESPONSABILIDADE DE COMBATER A SIDA, tomando as precauções necessárias à sua contenção. O ideal seria tomar as precauções suficientes para NÃO CONTRAIR A DOENÇA. São várias e de vários tipos.

    Tendo sido já contraído, é de grande interesse social que se tomem precauções para que NÃO SEJA FACILITADA A SUA TRANSMISSÃO; e de interesse pessoal também, pois UMA REINFECÇÃO PODE ACELERAR O PROCESSO, LEVANDO A UM ENCURTAMENTO DO TEMPO DE VIDA DO INDIVIDUO INFECTADO.

    A SIDA há muito que ultrapassou as barreiras que envolviam os homossexuais e os drogados. AGORA É UMA DOENÇA QUE PODE SER DE QUALQUER PESSOA. Já não há grupos de risco. O que HÁ É COMPORTAMENTOS DE RISCO, que devem ser evitados, ou conscientemente assumidos com o máximo de precaução.

    PROTEJA-SE A Si PRÓPRIO, PROTEJA OS OUTROS
    PELO GRANDE RESPEITO QUE NOS MERECE O DIREITO À VIDA,
    À SAÚDE, À TRANQUILIDADE, CONSULTE A SUA CONSCIÊNCIA.
    DEPOIS O SEU MÉDICO ASSISTENTE.

     

     

    AREA DE INTERVENÇÃO

     

    Associação Integrar
    Rua Teodoro nº 1 São José
    3030 - 213 Coimbra
    Telefone: 239705697

    Associação Novo Olhar - Becos com Saída
    Avª Fernão Magalhães nº 667 2º A
    3000 Coimbra
    Telefone: 963514801

    Cáritas Diocesana de Setúbal
    Praça Teófilo Braga, nº 13 Aparatado
    394 2900-647 Setúbal
    Telefone: 265527895

    Centro de Atendimento Laura Ayres
    Rua Padre António Vieira nº 12 r/c
    3000-315 Coimbra
    Telefone: 239828771

    Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos
    Avª do Loureiro nº 394
    2775-599 Carcavelos
    Telefone: 214569154
    Fax: 214576768

    Centro Paroquial F. C. Solidariedade S. José e S. Lázaro
    Avª Imaculada Conceição, nº 153
    4700-034 Braga
    Telefone: 253261500

    Centro São Martinho de Lima
    Travessa Corpo Santo, nº 32 - 34
    1200 Lisboa
    Telefone: 213479460

    Fundação Nossa Senhora do Bom Sucesso
    Avª Dr. Mário Moutinho
    1400 Lisboa
    Telefone: 213031420

    Fundação Portuguesa a Comunidade Contra a SIDA
    (Delegações no Porto, Coimbra, Funchal, Setúbal, Vila Real)
    Rua Andrade Corvo nº 16 1º esqº
    1050-009 Lisboa
    Telefone: 213550000
    Fax: 213160000

    GSAF - Gabinete Social de Atendimento à Família
    Rua da Bandeira nº 342
    4900-528 Viana do Castelo
    Telefone: 258829138


    Amar, ...

     

     

     

     

     

    Amar: Fechei os olhos para não te ver
    e a minha boca para não dizer...
    E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não limpei,
    e da minha boca fechada nasceram sussurros
    e palavras mudas que te dediquei...

    O amor é quando a gente mora um no outro.

     

    Mario Quintana

    Homem, ...

     
     
    Eu sou um homem fechado.
    O mundo me tornou egoista e mau.
    E a minha vida é um vício triste, Desesperado e Solitário
    Que eu faço tudo por abafar.

    Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
    Com o teu passo leve,
    Com esses teus cabelos...

    E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
    nada, numa alegria atônita...

    A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
    Aonde viessem pousar os passarinhos.
     
    Mas, a realidade abafou o sonho,...
    e o solitário, triste e desesperado
    voltou! 

    .

     

     

     

     

     

    É impossível conhecer a verdadeira dimensão da tragédia mas é possível a ajuda e a prevenção.

     

     

     

    Mais de 60 por cento da pedofilia é praticada dentro de casa. Por pais, tios, primos e amigos. De todos os estratos sociais. Como ensinar os nossos filhos a defender-se desta perversão sexual?

     

    Os portugueses ainda não tinham tido a oportunidade de discutir em público a pedofilia. Se não fosse o caso da Casa Pia, denunciado pelo jornal Expresso e mediatizado ao rubro sobretudo pelas televisões, nós, os portugueses, continuaríamos a aparecer ao mundo como o único povo da Europa sem mácula de pecado na área das perversões sexuais, nomeadamente na pedofilia.

     

    Do nosso ponto de vista, porém, o que foi dito aos educadores em geral e aos pais em particular nestes últimos dois meses é que também existe em Lisboa uma rede de prostituição infantil, alimentada por crianças educadas na Casa Pia, mas obviamente mantida à custa de muitas outras crianças de quem ninguém falou. E que, apesar disso, não deixam de existir.

    De pedofilia, dos seus problemas e do seu enquadramento psicossocial, falou-se pouco ou mesmo nada. Disse-se que, na Casa Pia, existia um senhor chamado Bibi, autor de vários casos de abuso sexual de menores e também angariador de crianças que, provenientes daquela instituição, engrossavam a dita rede de prostituição infantil. E que uma ex-secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, fez saber ao país que o Estado português tinha conhecimento não apenas dos maus tratos de que eram vítimas as crianças da Casa Pia, como conhecia perfeitamente os tentáculos da dita rede de pedofilia, alimentada por políticos, diplomatas e homens ligados à Comunicação Social.

    Dois meses decorridos sobre a notícia, ficámos a saber que a nossa Polícia Judiciária também se engana. Afinal, conhecia os nomes de alguns pedófilos portugueses.

    Ora, como nos contou Luís Sousa Ribeiro, psicólogo e professor de Psicopatologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), especialista nas perversões, a história da Casa Pia é um caso de polícia e não constituiu um paradigma para aferirmos a prática de pedofilia em Portugal. "Este caso de que tanto se falou na imprensa pertence ao foro do direito criminal porque, como nos pudemos aperceber, envolvia uma rede mercantil de cariz criminoso, tal como o negócio da droga ou do armamento. É nesta perspectiva que temos de analisar o problema."

     

    É verdade que a grande maioria dos pedófilos procura relacionar-se pessoal e profissionalmente com as crianças. Mas os agentes desta patologia geralmente não têm rosto porque estão dentro das nossas próprias casas. Luís Sousa Ribeiro explica: "A maior parte da pedofilia - 60 a 70 por cento dos casos - é feita em casa, por pessoas que se relacionam directamente com as crianças, pais, tios, primos, amigos e educadores."

    Mas, afinal, o que é a pedofilia? Existe cura para esta patologia? É possível prevenir esta perversão? Podemos ensinar os nossos filhos a saber defender-se desta doença mental?

    Antes de mais, e seguindo o pensamento de Luís Sousa Ribeiro, a pedofilia é uma orientação sexual que tem as crianças por objecto. "Por isso", explica-nos, "a pedofilia não tem raça, nem condição social, nem idade, nem religião. Pode ser praticada por homossexuais, mas também por heterossexuais. Por homens e por mu-lheres. Por pessoas de 20 anos, mas também por gente com mais de 60. É sobretudo uma prática doméstica. Até porque mais de 30 por cento dos casos que conhecemos fazem parte de experiências sexuais esporádicas. Os restantes 70 por cento pertencem a comportamentos repetidos, desencadeados principalmente por familiares ou amigos das crianças."

    Por outro lado, alerta-nos este especialista, "não nos podemos convencer de que a prática pedófila não tem o consentimento da criança. Se não interiorizarmos este aspecto importante, nunca iremos ajudar as nossas crianças a encontrar meios para se defenderem dos comportamentos sedutores dos seus agressores".

     

    Por mais chocante que nos possa parecer, temos de entender que, quando um adulto invade a esfera emocional de uma criança, cria nela não apenas a segurança afectiva tão infantilmente desejada, como a torna participante de um universo que sempre desejou: o universo dos adultos.

    "O que é que uma criança mais deseja ser? Um adulto", diz Luís Sousa Ribeiro. "Teremos consciência de que a vida da maior parte das nossas crianças é muito chata?", pergunta aquele psicólogo. É exactamente por ser assim que o adulto, neste caso o pedófilo, consegue penetrar nos seus afectos e partilhar das suas emoções.

    Só 30 por cento das crianças vítimas de pedofilia comunica a prática sexual de que é vítima. "Sabe porquê?", questiona o especialista. "Não é por medo", assegura-nos. "É simplesmente porque, enquanto a relação existe, a criança sente que o seu desejo de pertença à vida adulta está satisfeito e, por consequência, estão aparentemente serenadas as suas angústias, as suas dúvidas, as suas mais profundas aspirações. A criança sente que o seu mundo está afectivamente organizado." E Luís Sousa Ribeiro acrescenta: "Mais de 70 por cento das crianças só denuncia a relação quando esta cessa." É só nestas circunstâncias que podemos reconhecer os sintomas: depressão, desorientação, insegurança, baixa auto-estima. E completa: "O grave disto tudo é que o pedófilo aparece na vida da criança quando esta está a desenvolver a sua individualidade e, por isso, à procura de certezas."

    Como podemos constatar, o pedófilo é duplamente perigoso. Aparece à criança como seu "salvador". Muitas vezes, como um pai. E cativa-a com a sedução de quem a conhece bem. Geralmente, começa por partilhar um segredo - eis a primeira representação do imaginário adulto - e traz a criança para a sua esfera privada. Depois, chama-a a participar da tão desejada perversão sexual.
    Por mais paradoxal que se nos afigure, o agressor nunca admite que a criança está a ser vítima de tão hediondo crime. Lembra-se do pediatra envolvido no caso da Casa Pia? Quem o ouvisse falar na televisão até pensava que, de facto, ele só estava a contribuir para o bem da criança... "Sim", dizia o médico pedófilo, "eu só filmava as crianças nuas. Nunca lhes fiz mal..." Leia-se: nunca as violei nem as penetrei...

    É justamente a natureza perversa e infame deste fenómeno em que, na maior parte dos casos, não existe agressão física, que nos cria uma total sensação de impotência para impedir ou prevenir que as nossas crianças sejam vítimas destes actos.

    Luís Sousa Ribeiro admite que esta patologia da mente humana possa ter tratamento. Mas faz questão de salientar que os agentes destas doenças mentais raramente procuram os consultórios para se tratarem. Daí a dificuldade de controlar estas pessoas.

    "Ao nível dos comportamentos, contudo, podemos tomar algumas precauções importantes", explica-nos José Félix, té-cnico da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e um dos redactores do Manual Para o Atendimento de Crianças Vítimas de Violência Sexual, documento escrito em português, mas adoptado por alguns dos países da União Europeia.

    Diz-nos o técnico que, a par de muitas outras medidas (ver caixas), temos de, em primeiro lugar, fomentar uma excelente relação afectiva e emocional com as nossas crianças, de modo a que nunca se sintam carentes, pouco amadas ou indesejadas. "As crianças têm de saber confiar inteiramente nos seus pais", afirma José Félix. E, sobretudo, têm de ser crianças muito felizes.

     

    Cuidado com a Internet!

    De acordo com os técnicos da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), a Internet é um dos veículos mais utilizados pelos pedófilos. Por isso, é preciso muita atenção.

    • Converse com a criança sobre a Internet.
    Os pais devem explicar-lhe qual a natureza e finalidade da Internet.
    • Ensine a criança a ter prudência. Os pais devem
    aconselhá-la a nunca dar informações sobre si, sobre a escola ou o local onde moram. E a nunca enviar fotografias ou filmes seus, sem o conhecimento e a autorização dos pais.
    Ensine a criança a não responder a anúncios.
    Os pais devem ajudá-la a perceber que responder a anúncios pode gerar situações de perigo.
    • Ensine a criança a desconfiar de navegadores desconhecidos. A criança deve saber que pode não ser seguro responder a mensagens electrónicas em que se oferecem presentes.
    • Sente-se com a criança em frente do ecrã.
    Os pais devem acompanhar a criança a navegar na Internet.
    Devem também ajudá-la a descobrir sites com utilidade,
    mas nunca de uma forma coerciva.
    • Ensine a criança a não abrir mensagens desconhecidas. Os pais devem ensinar a criança a não abrir e-mails de estranhos.

     

    Ir para a escola sozinho

    Se o trajecto para a escola é feito sem a companhia de um
    adulto, ensine o seu filho a...

    ... ser autónomo. Os pais devem explicar aos seus filhos que também eles têm de ser responsáveis pela sua própria segurança. Por isso, devem estar atentos às interpelações na rua e à eventualidade de determinadas pessoas desejarem acompanhá-los.
    ... não aceitar boleias. A criança deve saber que pedir
    ou aceitar boleia de desconhecidos poderá ser muito perigoso.
    ... gritar por socorro. A criança deve saber que, se alguém a tentar levar, deverá gritar bem alto: "Ajudem-me, este homem [ou esta mulher] está a tentar levar-me!"
    ... achar estranho que lhe ofereçam presentes. A criança deve saber que é estranho que um adulto lhe dê presentes e/ou coisas para comer, sem que para tal exista algum pretexto - por exemplo, o seu aniversário ou o Natal.
    ... usar uma agenda de contactos. A criança deve
    saber de cor ou ter na agenda pessoal o número de telefone
    dos pais, de pessoas de confiança, da Polícia ou o número 112.

     

    Para defender o seu filho

    Para Luís Sousa Ribeiro, psicólogo e professor do ISPA, "não é possível encontrar meios eficazes de prevenção contra a pedofilia, uma vez que geralmente só conhecemos o problema quando este deixou de existir. Isto é, as crianças só falam da relação pedófila quando esta já cessou". Mas para os técnicos da APAV, no entanto, "é possível promover alguns comportamentos preventivos". Com a ajuda de José Félix, gestor do Manual Para o Atendimento de Crianças Vítimas de Violência Sexual, seleccionámos os mais importantes.

    1. Saiba sempre onde e com quem o seu filho está. Com as crianças mais pequenas, isto deve ser obrigatório entre o pai e a mãe. Com as mais crescidas, os pais deverão educá-las no sentido de as avisarem sempre onde estão ou estarão e com quem.

    2. Não deixe a criança sozinha no automóvel. Nunca facilite!

    3. Conheça e observe as pessoas. Os pais devem observar
    com atenção todas as pessoas que se movem em torno da vida dos seus filhos: colegas, pais de colegas, amas, educadores
    de infância, animadores de tempos livres, empregados
    domésticos, vizinhos, professores, funcionários da escola, médicos, enfermeiros, sacerdotes, catequistas...

    4. Conheça e observe os seus familiares. Convém conhecer
    o melhor possível todas as pessoas da família alargada,
    incluindo a família por afinidade. Ninguém na família deverá
    ficar sem a observação dos pais.

    5. Conheça e escolha os empregados e outro pessoal. Os pais têm de saber o maior número possível de informação acerca das pessoas que contratam para a sua casa, mesmo que não tenham contacto directo com os seus filhos.

    6. Conheça e escolha os locais de ocupação dos tempos livres. Os educadores devem conhecer bem as escolas e ateliers
    de tempos livres que a criança frequenta. Recolha, sempre que
    possível, informações profissionais acerca das pessoas que acompanham as crianças.

    7. Conheça e observe bem a criança. Mais importante
    do que observar todas as pessoas que lidam com os seus filhos, é fundamental os pais estarem atentos à própria criança, nomeadamente ouvindo-a.

    8. Fomente a noção de intimidade. Os profissionais
    (educadores, psicólogos, professores) devem alertar os pais para a utilidade de organizar a vida familiar de modo a fomentar a noção de intimidade junto da criança.

    9. Explique o significado dos toques corporais. É importante que se explique às crianças a diferença entre "toques bons"
    e "toques maus".

     

     

     

    LINHAS DE APOIO

    NOME TELEFONE
    APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - Lisboa 21 888 47 32 / 21 887 63 51
    SOS Criança Lisboa: 21 793 16 17
    Linha Verde: 0800 20 26 51
    Criança Maltratada - Apoio à família e à criança 21 343 33 33
    Telefone da Amizade, Porto
    Apoio em situação de crise. Prevenção do suicídio.
    22 832 35 35
    SOS Voz Amiga
    Ajuda na Solidão, angústia, desespero e prevenção de suicídio
    Lisboa: 21 354 45 45
    Porto: 22 832 35 35
    SOS Telefone Amigo, Coimbra 239 72 10 10
    Telefone SOS - Palavra Amiga 232 42 42 82
    Famílias Anónimas 21 453 87 09
    Projecto Vida - Linha Vida 21 726 77 66
    Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica 800 20 21 48
    Linha Verde Recados da Criança-
    Recepção e encaminhamento pelo Provedor de Justiça de queixas de crianças em perigo
    800 20 66 56
    Linha de Emergência da Criança Maltratada 21 343 33 33
    VOZ DE APOIO - angústia, solidão, desespero Apartado 2533 / 4401-401 V. N. Gaia
    225 50 60 70 (das 21h às 24h) E-mail

     

     

     


    Palavras Para quê?...

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     


    SEM COMENTÁRIOS

     

     

    PARA QUE LADO? - Sr Presidente

     

     

     

     

    PROÍBIDO O COMÉRCIO - E não se fala mais nisso!

     

     

     

     

    VÁ PARA PEVIDÉM

     

     

     

     DESVIO PORTO -VALONGO

     

     

     

    CONSTRUÇAO -Um doce para quem adivinhar em que país é este prédio!...

     

     

     


    Terapia Infantil

     

     

     

    A Terapia Infantil é a psicoterapia dirigida ao atendimento a crianças. Ela conta com recursos lúdicos a fim de abordar o mundo infantil, considerando as necessidades particulares e os aspectos especiais das crianças. Tem-se como referencial o sofrimento da criança e como objetivo ajudá-la a encontrar caminhos para sentir-se melhor.

    São inúmeras as razões que levam pais ou responsáveis a procurar terapia para suas crianças.

    Podemos destacar o baixo rendimento escolar, comportamentos agressivos, timidez, enurese noturna, hiperatividade, dificuldades de interagir com outras crianças ou familiares, depressão, obesidade, etc. Os comportamentos-problema nas crianças podem estar associados à falta de habilidade para lidar com situações adversas e difíceis, como a separação dos pais ou mudança de escola. Nestes casos a terapia irá auxiliá-la, com a metodologia adequada, na aquisição de novos comportamentos eficientes para lidar com as situações geradoras do estresse emocional.

    A constatação de que a criança com dificuldades psicológicas está tentando resolver um problema no meio onde ela está inserida difere da visão simplista de que ela estaria criando outro(s) problema(s) e conduz a um importante ponto da Psicoterapia Comportamental Infantil, o modelo triádico de atendimento. Trata-se do envolvimento dos pais no processo terapêutico do filho, através de sessões de orientação. Em tais encontros, os pais aprendem formas alternativas de ajudar o filho, bem como passam a entender o que ocorre no contexto familiar e o que poderia estar gerando ou mantendo o problema. Percebe-se, neste modelo, que todo ambiente no qual a criança interage deve ser considerado e também ser foco de intervenção. Neste sentido, pode-se orientar, inclusive, outros familiares e a escola.

    O terapeuta, através de sua relação genuína com a criança, inicia um processo de mudança comportamental dentro do consultório com o intuito de que estes progressos generalizem para os ambientes naturais da criança. Assim ela conseguirá se comportar de forma a se sentir bem em todas as esferas de sua vida.

    .

     
     

    Conhecendo um pouco da origem...

       Não é por acaso que o dito popular... "Mãe é uma só "... é utilizado há muito tempo, pois desde a Grécia Antiga os gregos, toda a primavera, celebravam em honra de Rhea, a mãe dos Deuses.
    Em 1600, surgiu o chamado "Mothering Day" para que as mães da Inglaterra pudessem ser honradas, fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo..

    Em 1907, Ana Jarvis, da Filadélfia, iniciou uma campanha para estabelecer o Dia das Mães nacional. Ela sugeriu celebrar a data no segundo aniversário da morte de sua mãe, um segundo domingo do mês de maio. Ana Jarvis e seus apoiadores firmaram-se no propósito de estabelecer o Dia das Mães nacional. Sua campanha prosperou e, em 1911, o Dia das Mães foi celebrado em quase todas as cidades.
    Finalmente, em 1914 o presidente Wilson decretou oficialmente o Dia das Mães como um feriado nacional, fixado no segundo domingo de maio de cada ano.

    Um pouco de reflexão...


    Existem vários tipos de mães, umas que cuidam demais, outras que são autoritárias; aquelas que deixam os filhos crescerem forma mais liberal... Poderíamos citar vários títulos diferentes, e encontraríamos também muitas mães que se encaixam em muitos destes perfis ao mesmo tempo.


    Ser mãe, educar, preparar aquele pequeno ser para uma vida...algo muito sério. Muitas vezes podem surgir perguntas...Será que estou a fazer tudo correcto?...Como a educação que estou a ensinar irá interferir na vida de meu filho?...Será que eu sei ser mãe?...


    Nem sempre as respostas aparecem no momento que deveriam, deixando estas interrogações abertas e gerando novas dúvidas. Mas uma certeza, aquele sentimento indiscritível de segurar o pequeno bebê, alimentá-lo, vê-lo crescer, enfim, estar com ele, dar de sí aquilo o que puder dar...amor....qualidade, são muitas vezes um ponto final às tantas dúvidas e medos que sempre irão surgir no decorrer da vida. Não importa a idade dos filhos, não importa o tipo de mãe... (pois quantidade sem qualidade não preenche a necessidade e muito menos diminui algumas culpas de muitas mãe por precisarem estar ausentes).

     

     Não poderia terminar esta homenagem, sem antes falarmos das avós. Chamadas de "segundas mães", muitas delas por infinitas vezes estão ao lado e mesmo à frente da educação dos netos. Com sua sabedoria, experiência e com um sentimento maravilhoso de estar vivenciando os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações.

     

    ELOGIO AO AMOR

    À alguns dias atrás questionei aqui sobre o Amor,hoje publico
    um artigo para vos fazer pensar um bocadinho no assunto:

    "O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
    Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
    Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
    Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima coisa entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

    Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de cafés, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.
    O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
    O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
    O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal.
    Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
    Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
     
                                                                                         Miguel Esteves Cardoso

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    ...e assim, em mais um olhar e num momento de silencio.... viria a renascer e a crescer esperanças naquele ser... o que estaria ele a olhar não sabemos... mas pelo o olhar marcante... algo naquele sitio de especial ele tinha encontrado.... memorias ou simples recordações de tempos passados... isso não interessa para este ser, o que lhe interessa é a calma e a beleza do que lhe envolve...

     

     

    Saudade ...

     

     
     
     
    É impossível sentir saudades do feio, do triste, do escuro, do que nos deixou mágoas. A vida nos traz saudades do que nossos olhos viram e a alma gravou como felicidade, prazer, encanto, amor.
     
    Saudades... É o estado da alma provocado por aquilo que vivemos, vimos, sentimos e guardamos aconchegado bem lá no fundo. Sempre que as boas lembranças "brotam", a saudade aparece. Ela não é triste, ela não é alegre, ela é saudade e basta!
    Sentimento único, incontrolável que permeia nossas entranhas, avassala nossa quietude, transpassa as barreiras dos nossos sentidos. Forte, única e necessária.
    Imaginemos a vida sem esse sentimento.
     
    Desde a mais tenra infância os momentos inesquecíveis se ficam em nós e, guardados com carinho através do tempo, nos alimentam durante nossa caminhada de crescimento. Momentos puros, de beleza ímpar. Que fazer com todos os flashes, brotando sem pedir licença, explodindo como fogos de artifícios no nosso imaginário? Sentimos a única coisa que expressa essas múltiplas luzes coloridas, a Saudade...
    Ela chega, se apossa do nosso ser, nos transporta até aquela lembrança instalada e muitas vezes, aparentemente esquecida.

    Voltamos, vivemos o momento como se realmente ele ali estivesse. Ela chega forte em si mesma.
    Sentimos sabores, perfumes, toques, voltam às cores. Revivemos, e reviver é viver novamente. Assim nos deixamos ficar. 
    Saudades... Ela sabe o tempo, conhece o lugar, entende o corpo, o coração, a mente e alma. Instala-se, ... Nesse exacto momento em que acreditamos "Viver novamente", ela se vai...
    Ficamos frustrados com sua partida? Se a entendemos, não! O que fica é uma sensação de leveza, de alegria. Esses momentos revividos são eternos.

    Citando Drummond: "A saudade, essa saudade assimilada, ninguém rouba mais de mim".

    O hoje é para ser vivido intensamente, porém os momentos inesquecíveis precisam reacender-se quando precisamos deles. Só assim, podemos acreditar que o dia seguinte virá com alegria porque o ontem, guardado no fundo da alma, tem a saudades para reavivá-lo nos fortalecendo para o amanhã.
     
    Saudade,... Tenho Saudade!
     
     

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    "Escrevo, triste, no meu quarto quieto,

     sozinho, como sempre tenho sido,

     sozinho como sempre serei".

     

                                                                   Fernando Pessoa

    A SUBNUTRIÇÃO VITIMA 5,6 MILHÕES DE CRIANÇAS

     

     

    REPITO: A SUBNUTRIÇÃO VITIMA 5,6 MILHÕES DE CRIANÇAS

     

     

    A subnutrição mata anualmente 5,6 milhões de crianças em todo o Mundo, mas este terrível número é apenas a face mais visível do problema. Uma em cada quatro crianças (sobre)vive com défice de nutrientes, revelado no baixo peso para a idade. São 146 milhões no total. E, delas, 75% vivem em dez países e mais de metade em apenas três, no Sul da Ásia. A Índia, o Bangladesh e o Paquistão.

     

     

    O drama está estampado no relatório "Progress for children a report card on nutrition", do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revela poucas melhorias ao longo dos anos e ameaça inviabilizar os Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio, fixados em 1990 pela ONU: erradicar a pobreza extrema e reduzir a fome no Mundo para metade até 2015.

    Ironia das ironias a subnutrição até poderia ser um mal muito fácil de atalhar e, garante a Unicef, contrariá-la permitiria ajudar bastante na erradicação da pobreza mundial, na generalização do acesso à educação, no combate às principais doenças e na redução da mortalidade. Se não acelerarmos os progressos, os objectivos do Milénio não serão atingidos", alerta a Unicef.

    No seu extenso relatório - que não esquece a situação no mundo industrializado, onde cada vez a subnutrição é substituída pela igualmente dramática obesidade -, a Unicef propõe um conjunto de soluções extraordinariamente básicas para contrariar números que teimam em estagnar. A primeira passa simplesmente pela amamentação exclusiva até aos seis meses de vida e complementada a partir daí. Porque estimula o sistema imunitário do bebé e protege contra diarreias e infecções respiratórias. Mas menos de metade (41%) das crianças do mundo em desenvolvimento tem acesso a essa tão preciosa ajuda, apesar de tudo uma evolução face aos 34% de 1990.

    Segue-se-lhe o fornecimento de vitamina A, a preços irrisórios a dose (escassos cêntimos). É outra arma para o sistema imunitário, reduzindo a mortalidade em 23%. Já salvou "centenas de milhares de vidas", mas ainda só cobria 61% das necessidades nos países subdesenvolvidos em 2003. Calcula-se que falte a 140 milhões de crianças, muitas das quais na África subsaariana.

    Terceira resposta uma dieta rica em iodo, cuja carência ameaça o crescimento normal do cérebro e do sistema nervoso. Os resultados reflectem-se nos números da escolarização. Reduz a habilidade intelectual e a capacidade de trabalho, afectando o aproveitamento escolar, um dos principais factores que conduzem ao desenvolvimento. A solução? A iodização universal do sal, já acessível para 69% das famílias do mundo em desenvolvimento (34% em 1990). Outro nutriente fundamental é o ferro, cuja carência resulta em anemia, uma das maiores causas de morte materna e deficiências cognitivas nas crianças. E nesse campo, lamenta a Unicef, os últimos 15 anos não alteraram nada.

    À falta destas simples soluções somam-se os dramas crónicos do mundo subdesenvolvido - a alimentação deficiente, doenças ainda sem controlo (malária, diarreia e, em África, sida) e falta de instrução. Mas começar pela nutrição, através de uma "rede de segurança nutricional", seria dar um impulso para ajudar a combater o resto, acredita a directora executiva da Unicef, Anne Venema.

     

                                                                                    JN (Ivete Carneiro)


     


    A vontade de SER e de fazer Vir a Ser

     

     

    "UM GUERREIRO DE LUZ SABE DISTINGUIR

    O QUE É PASSADO DO QUE É DEFINITIVO."

    (Paulo Coelho)

     

    Em algumas de minhas "pesquisas" pelos muitos blogs, encontrei um texto que falava sobre os "Guerreiros de Luz". Não sei se sabem, mas todos nós podemos ser um deles, basta que tenhamos consciência. Eu já conhecia o termo e acredito que seja mesmo algo mais verdadeiro do que possam muitos acreditar.

    Não pude, então, deixar de colocar aqui uma frase que chamou ainda mais minha atenção e que fala de coisas muito parecidas, mas totalmente diferentes uma da outra: o passado e o definitivo.

    Algumas pessoas se prendem ao passado e não conseguem perceber que, com isso, estão deixando de viver suas vidas, apenas porque não sabem a diferença entre ele e aquilo que é definitivo e significativo por si só.

    Não existe nada mais absolutamente perigoso do que prender-se a coisas que já não mais existem a não ser dentro de nós mesmos. Aquelas que, embora tenham tido o seu tempo e o seu significado, já não mais pertencem às nossas vidas a não ser através de algumas lembranças. Não o suficiente para fazer delas algo em que nos agarremos para continuar vivendo e sim, alguma coisa que teve sua importância, mas que hoje, só nos torna livres para nos entregarmos a novos voos e novas conquistas.

    Saber distinguir o que é passado do que é definitivo é algo tão importante quanto saber viver. Iludem suas vidas, aqueles que não compreendem essa diferença. Vivem presos em suas próprias redes, construídas em torno de experiências, cujo significado se distancia do seu objectivo maior: transformar o futuro e fazer valer a pena estarmos aqui, saboreando a vida que nos foi dada para ser, simplesmente, vivida em toda a sua intensidade. Deixam passar, sem ver, novas oportunidades que surgem.  Abandonam a oportunidade de serem os protagonistas, para tornarem-se espectadores de suas próprias histórias. Numa retrospectiva constante dos melhores momentos, como que em um filme, sem sequer pensar na possibilidade de criar momentos novos e igualmente gratificantes.

    Não existe nada mais triste do que deixar passar a vida sem viver. Buscar novos objectivos e novas formas de realização. É mais do que importante e o que nos torna responsáveis pelas mudanças que desejamos ver edificadas em nosso mundo, mesmo que não sejamos nós a experimentarmos. Afinal, o que existe de definitivo, senão a nossa eterna vontade de realizar mudanças? Se a perdermos, estaremos jogando fora a nossa oportunidade de lutar pelo que acreditamos e nos tornarmos “presas” nas mãos daqueles que sabem como utilizar as nossas fraquezas em benefício próprio.

    Mais vale saborear alguns poucos minutos de vida plena, do que parar no tempo à espera de voltar a sentir velhas sensações de felicidade, que ficaram no passado e que não poderão jamais voltar a acontecer.

    Sejamos os "guerreiros de luz" e tentemos fazer com que outros tantos nos acompanhem nessa luta pelo que é definitivo: "A vontade de SER e de fazer  Vir a Ser”.

     

     

     


    Para Ti,...!

    AMOR,

     Quando dois corações pulsam no mesmo ritmo,

     todo o Universo a sua volta harmoniza-se.

     Quando duas almas se encontram e se reconhecem,

    o tempo é mera ilusão e todo o sofrimento,

     pequeno espinho do caminho...

     

     

     

     

     

     

     

     

    Autores da Nossa Felicidade???

     

     

    Os dias são diferentes uns dos outros.
     
    Sucedem connosco, e à nossa volta, em cada um deles, milhares de acontecimentos de que nunca mais nos lembraremos. E também, de vez em quando, alguns que não poderemos esquecer: aqueles que nos trazem as grandes alegrias e os grandes sofrimentos.
    Alegramo-nos, temos momentos de paz e felicidade. Mas todos temos, igualmente, a nossa ração de dor. Sucedem coisas que não esperávamos, que não merecíamos, que não entendemos. A nós e àqueles que amamos. Dói-nos.
    Há, porém, o facto curioso de que em muitas ocasiões somos nós mesmos a fazer as coisas que depois nos fazem sofrer. Tomamos atitudes, temos comportamentos e escolhas que se vão reflectir em nós, que vão ferir a nossa paz e a nossa felicidade.
    E acontece que temos uma grande capacidade de enfrentar as agressões inevitáveis que nos chegam do exterior. E que estamos muito mais indefesos perante as situações que criamos.
    Vemos homens que sorriem com grande paz no meio da dor provocada pela cegueira, pela paralisia, pelo desemprego, por um cancro, pela morte de alguém muito querido.  Vemos pessoas - fisicamente saudáveis, sem inimigos, sem dificuldades exteriores - intimamente desfeitas pelo peso da culpa, pela perda da esperança, pela recusa de amar.

    Estou convencido de que somos o nosso pior inimigo. Aquilo que vem de fora toca-nos na periferia, mas não penetra no interior da cidadela. Aquilo que fazemos, porém, alcança o núcleo do nosso ser.
    É uma ilusão pensarmos que somos aquilo que a vida - os outros, os acontecimentos... - fez de nós. Somos, antes, aquilo que as nossas escolhas determinaram. A vida pode arrastar-nos de um lado para outro, magoar-nos, oferecer-nos frio ou calor. Mas não nos corrompe.

    "Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha Nazi, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo as suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas ensinaram-me uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última das suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino", escreveu Vicktor Frankl.

    Somos os autores da nossa felicidade ou da nossa infelicidade. Gostamos de nos queixar, mas não temos razão. Podemos adaptar-nos àquilo que nos sucede. Podemos aguentar. Podemos esperar. Mas quando actuamos mal, quando as nossas escolhas são contrárias à nossa natureza humana, chega-se a um ponto em que viver é insuportavelmente doloroso.
    A dor pode vir-nos do exterior.
     
     A felicidade, contudo, está relacionada apenas com o nosso comportamento, com as nossas escolhas, e nada exterior no-la pode roubar. É compatível com o sofrimento.

    Quando eramos miúdos, os nossos pais ensinavam-nos, antes de mais, a actuar bem, a escolher correctamente. Ficavam contentes quando tornávamos coisa nossa os seus conselhos, escolhendo livremente actuar dessa forma - e não apenas por medo a um castigo. Agora, parece que muitos pais, e muitos educadores, desistiram de actuar a esse nível. Preocupam-se mais com afastar das crianças os obstáculos exteriores: muitos cuidados com a saúde; estudar, para terem um futuro desafogado; imensas medidas de segurança...
    E a felicidade?

     
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    Paulo

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