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PAULO OLHARES"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." Miguel Torga |
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DIA MUNDIAL DA CRIANÇA
Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida. Clica aqui para leres sobre esta organização. - afecto, amor e compreensão; - alimentação adequada; - cuidados médicos; - educação gratuita; - protecção contra todas as formas de exploração; - crescer num clima de Paz e Fraternidade universais. Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz. Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor. Sem titulo
Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa
tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e com elas quero construir um templo em forma de ilha ou de mãos disponíveis para o amor.... na verdade, estou derrubado sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde, não sei onde procuro as aves recolhidas na tontura da noite embriagado entrelaço os dedos possuo os insectos duros como unhas dilacerando os rostos brancos das casas abandonadas, á beira mar... dizem que ao possuir tudo isto poderia Ter sido um homem feliz, que tem por defeito interrogar-se acerca da melancolia das mãos.... ...esta memória lamina incansável um cigarro outro cigarro vai certamente acalmar-me ....que sei eu sobre as tempestades do sangue?
E da água? no fundo, só amo o lodo escondido das ilhas... amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo hoje, vou correr à velocidade da minha solidão
Crianças devem usar óculos de sol na praia
Os óculos são essenciais
A protecção dos olhos das crianças nas idas à praia é o próximo passo que os pais têm de dar, após terem aprendido na última década a proteger a pele dos filhos dos malefícios do sol.
Publicado no JN
A Infância, ...
Quem pode dizer-me quando termina
Quem de vós pode dizer-me quando começa. Não tem nada a ver com a imprudência E é tudo o que não é escrito. Quem nos impede de a viver De a reviver infinitamente De viver a lembrar o tempo E de não querer rasgar o livro? A infância Que penetra nas nossas rugas Para fazer de nós velhas crianças Jovens amantes De coração cheio e cabeça vazia. A infância É o direito aos sonhos De poder continuar a sonhar. O meu pai era,... não sei, E o aborrecimento foi o que encontrei. Na infância É meio dia todos os dias Domingo todas as manhãs Os adultos desertores E os burgueses são todos indios. Se os pais soubessem Se os amantes dela tivessem conhecimento Se por sorte soubessem o que é a infância Jamais haveria crianças. -
Aqui, ...
...está um pouco da alma. Queria dar-vos o Mundo,...
Sinto-me indefeso e perdido quando vos vejo na rua... olhar distante, perdidos de tudo, cheios de silêncio suplicante por um pedaço de sorriso... Sinto-me fraco, impotente perante tanto sofrimento espelhado nos olhos da vossa alma perdida e, partida a minha alma, fujo de tudo, até de mim mesmo, do que sou... sinto a vossa dor e não posso ser o que queria para vocês... Sinto-me vulnerável... sinto a indignação de um mundo onde todos têm o direito de ter as mesmas oportunidades, o mesmo direito a sorrir, o mesmo direito a viver a vida digna e alegrar-se com o nascer do sol... e onde nada disso acontece. Sinto vergonha deste mundo, onde vocês mendigam por um bocado de pão, um pedaço de tecido para se cobrirem durante a noite ao relento, uma moeda para o leite do vosso bebé... não entendo como podem haver tantas desigualdades entre pessoas, como pode haver tanta indiferença das pessoas que poderiam realmente fazer a grande diferença... E no meio deste mundo, sinto que não sei viver. Queria vida para todos, vida onde haja sempre algo por que sorrir e lutar. Mas sinto que cada dia que passa o mundo se torna mais degradante... por vezes somos tão egoístas... Só queria dar-vos o mundo...
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"Morre lentamente quem nao viaja, quem nao lê, quem nao ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destroi o seu amorpróprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou nao conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de inicia-lo, nao pergunta sobre um assunto que desconhece ou nao responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplendido de felicidade". Pablo Neruda Carinhosamente cedido pela Nanú. Sida
Como se transmite a Sida?
1. SANGUE - produtos e seus derivados Há anos atrás, quando ainda não se conhecia a doença, foi possível ter-se injectado sangue ou seus derivados, de indivíduos já portadores de SIDA em indivíduos sãos, transmitindo-lhes assim a doença. Felizmente essa situação encontra-se hoje resolvida. Entre as análises que, obrigatoriamente, se têm que efectuar aos dadores de sangue, figura o despiste de portador de SIDA. É uma forma de transmissão que actualmente, só por acidente raro, pode ser considerada.
2. INJECÇÕES NA VEIA Mesmo que o produto a injectar seja estéril, se a agulha e seringa usadas na injecção estiverem infestadas, a doença também é transmitida. Nos estabelecimentos de saúde não existe este risco porque as agulhas e seringas estão esterilizadas, e usadas só uma vez. Mas entre os toxicodependentes, dos actos que descuidadamente praticam, a partilha de agulhas e seringas sem o mínimo cuidado, é um dos factores de transmissão mais importante. Associado à prática sexual múltipla e não protegida, transforma os toxicodependentes num dos grupos mais infestados e o maior disseminador da infecção na população geral.
3. RELAÇÕES SEXUAIS As situações de SIDA inicialmente detectadas verificavam-se, como mais frequentes, entre os homossexuais masculinos. Este grupo, ainda hoje considerado de grande risco, por ter sido o mais agredido e o mais alertado, foi aquele que teve mais cedo que conhecer e encarar a doença, tomando as precauções de defesa convenientes a uma não contaminação. Em compensação, a transmissão por relações heterossexuais tem aumentado muito nestes últimos anos. A DOENÇA NÃO FICA A PERDER ! O RISCO DE CONTAMINAÇÃO AUMENTA: COM O NÚMERO DE PARCEIROS SEXUAIS
A existência de pequenas efracções, úlceras ou feridas na mucosa vaginal, agravam muito a possibilidade de infecção da mulher. Mas também são essas pequenas lesões na mulher infectada, que provocam maior facilidade de contaminação no homem são. Se considerarmos que existem situações de prática diária de vários actos de actividade sexual, com vários parceiros diferentes, entre indivíduos que até podem desconhecer a sua situação como doentes, compreende-se por que se considera actualmente a transmissão heterossexual como muito importante SIDA DEIXOU DE SER UMA DOENÇA DE GRUPOS FECHADOS, DOS DROGADOS, DOS HOMOSSEXUAIS, PARA SER UMA DOENÇA QUE PODE ATINGIR QUALQUER ELEMENTO DA POPULAÇÃO. Há países onde começa a ser alarmante a incidência de SIDA nas camadas mais jovens ( 12, 13 anos), relacionada com o início de uma desregrada actividade sexual e a prática de consumo de drogas. 4. GRAVIDEZ A MULHER INFECTADA PODE TRANSMITIR SIDA AOS SEUS FILHOS. A transmissão mais frequente é feita durante o período de gestação, em que o sangue da mãe vai circular no feto, através da placenta. Menos provável, ou menos frequente, é a contaminação durante o parto pelo sangue perdido, ou durante a amamentação. Os recém nascidos têm uma capacidade de resistência muito fraca, ainda não desenvolvida, e durante os primeiros tempos de vida a resistência que têm foi-lhes transmitida pela mãe durante a gestação. Uma mãe infectada tem pouco para oferecer a seu filho. Pouco de bom, claro e porque aquilo que oferece está dependente do estado de evolução da sua doença, nem todos os filhos são atingidos da mesmo maneira. Em termos gerais, pode considerar-se que 20% dos filhos de mães infestadas vão ter SIDA e morrer a curto prazo. Alguns antes dos dois anos, outros vão ter várias doenças e complicações, arrastando uma vida penosa e infeliz até morrer, alguns anos mais tarde. EM TODOS OS PAÍSES NASCEM CRIANÇAS COM SIDA, FILHOS DE PAIS QUE, NÃO SABENDO QUE ERAM PORTADORES DA DOENÇA, CONDENARAM INEVITAVELMENTE SEUS FILHOS.
Como evolui a doença? O QUE É IMPORTANTE É REFERIR QUE QUALQUER PESSOA PODE SER INFECTADA SEM DAR POR ISSO, SEM O SABER. Após o acidente de infecção, a doença tem um longo período de evolução silenciosa sem provocar a mais pequena perturbação ou queixa. É o período durante o qual o vírus se instala, começa a invadir e destruir os linfócitos T 4 e a multiplicar-se. O nosso organismo põe em acção os seus mecanismos de defesa ( produzindo, inclusive, maior número de linfócitos T 4 tentando neutralizar a agressão. A duração do período de evolução silenciosa, muito variável (em média de 8 a 10 anos),está dependente de vários factores: da intensidade e gravidade da infecção Durante este período diz-se que o indivíduo é PORTADOR por trazer consigo o VÍRUS; também se diz que é SEROPOSITIVO por serem positivas as análises que indicam a infecção. O QUE É GRAVE NESTA DOENÇA, E DEVE SER DO CONHECIMENTO GERAL, É QUE DURANTE TODO ESSE PERÍODO EM QUE NÃO TEM DOENÇA CLÍNICA E MUITAS VEZES NÃO SABE SEQUER QUE É PORTADOR, ESSE INDÍVIDUO PODE INFECTAR TODOS AQUELES COM QUEM TIVER CONTACTOS SEXUAIS. A grande traição desta doença estabelece-se assim em três planos:ç pode-se contrair, SEM TER CONHECIMENTO Ao fim de certo tempo, o período correspondente à evolução silenciosa, as defesas do organismo estão esgotadas.Começam então a aparecer as complicações próprias de um organismo sem capacidade de se defender, de reagir a infecções mesmo as mais correntes, as mais simples. E porque muitas dessas infecções são produzidas por agentes que normalmente são incapazes de provocar doença, alguns até habitantes usuais do nosso organismo, dá-se-lhes o nome de INFECÇÕES OPORTUNISTAS. Cada crise assim desencadeado torna mais fraca a capacidade imuno-defensora do organismo e mais frágil a resistência do doente a outras agressões, surgindo assim VÁRIOS TIPOS DE CANCRO, característicos desta situação. Está então estabelecido o quadro clínico do " SINDROMA DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA " corolário final de uma doença contraída anos antes, de evolução torpe, não sentida que, quando aparece como síndroma denunciado, já pouco há a fazer. Pela repetição, ou manutenção, das crises ou das infecções, o doente morre em pouco tempo.
Qual o tratamento?
De resto, mesmo para as outras doenças provocados por vírus não existe tratamento médico, no sentido de tomar remédios para " matar , o agente da doença, como acontece para as infecções produzidas por bactérias. Nas doenças por vírus, a atitude médica consiste em criar no organismo defesa específica contra essa possível agressão, sob a forma de administração de vacinas. É uma atitude preventiva de modo a que, no caso do infecção se dar, a doença não surja, ou seja tão fraca, que o organismo não venha a sofrer por isso e a possa debelar com facilidade. AINDA NÃO FOI DESCOBERTA A VACINA DE PREVENÇÃO PARA A SIDA Existe, no entanto, um grupo de medicamentos que podem diminuir a multiplicação dos vírus. Não destrói todos os Vírus, nem cura a doença, mas reduzindo o número de elementos agressivos, pode retardar a sua evolução. Não tanto na fase final, com o SINDROMA DE IMUNODEFICIÊNCIA declarado, bem definido, mas na situação anterior, ajudando o organismo a manter ainda certo grau de defesa e imuno-resistência. São medicamentos que podem prolongar o tempo de vida, contendo a infecção numa fase anterior ao cataclismo final. MAS PARA QUE POSSA RESULTAR ESSE TRATAMENTO, TORNA-SE NECESSÁRIO QUE OS INDIVIDUOS SEROPOSITIVOS, OS PORTADORES, SEJAM DESPISTADOS PRECOCEMENTE E SEGUIDOS PERIODICAMENTE PARA APLICAÇÃO DO TRATAMENTO NA ALTURA DEVIDA E CONVENIENTE. E isso depende, exclusivamente, de interesse e da vontade de cada pessoa em ter conhecimento da sua situação perante a possível infecção pelos vírus HIV.
Qual a solução. Que fazer? Não havendo processo médico curativo, ou de prevenção, para a doença, COMPETE À POPULAÇÃO ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PESSOAL DE PREVENIR-SE CONTRA ELA.É esse o grande interesse desta CAMPANHA - dar conhecimentos de aspectos particulares desta doença, divulgá-la, acabar com o secretismo que a tem envolvido, torná-la objecto de preocupação e de decisão consciente de todos. SIDA é uma doença tão traiçoeira, tão grave, de resultados tão nefastos, e já tão expandida, que o facto de estar ligada a grupos de comportamento especial, ou por estar quase exclusivamente ligada ao acto sexual, não deve impedir que todos a encarem de frente, a pesquisem, a considerem com a preocupação que merece. COMPETE A CADA UM ASSUMIR A SUA QUOTA PARTE NA RESPONSABILIDADE DE COMBATER A SIDA, tomando as precauções necessárias à sua contenção. O ideal seria tomar as precauções suficientes para NÃO CONTRAIR A DOENÇA. São várias e de vários tipos. Tendo sido já contraído, é de grande interesse social que se tomem precauções para que NÃO SEJA FACILITADA A SUA TRANSMISSÃO; e de interesse pessoal também, pois UMA REINFECÇÃO PODE ACELERAR O PROCESSO, LEVANDO A UM ENCURTAMENTO DO TEMPO DE VIDA DO INDIVIDUO INFECTADO. A SIDA há muito que ultrapassou as barreiras que envolviam os homossexuais e os drogados. AGORA É UMA DOENÇA QUE PODE SER DE QUALQUER PESSOA. Já não há grupos de risco. O que HÁ É COMPORTAMENTOS DE RISCO, que devem ser evitados, ou conscientemente assumidos com o máximo de precaução. PROTEJA-SE A Si PRÓPRIO, PROTEJA OS OUTROS
AREA DE INTERVENÇÃO
Amar, ...
Amar: Fechei os olhos para não te ver
Mario Quintana Homem, ...
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoista e mau. E a minha vida é um vício triste, Desesperado e Solitário Que eu faço tudo por abafar. Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, Com o teu passo leve, Com esses teus cabelos... E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita... A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil Aonde viessem pousar os passarinhos. Mas, a realidade abafou o sonho,...
e o solitário, triste e desesperado
voltou! .
É impossível conhecer a verdadeira dimensão da tragédia mas é possível a ajuda e a prevenção.
Mais de 60 por cento da pedofilia é praticada dentro de casa. Por pais, tios, primos e amigos. De todos os estratos sociais. Como ensinar os nossos filhos a defender-se desta perversão sexual?
Os portugueses ainda não tinham tido a oportunidade de discutir em público a pedofilia. Se não fosse o caso da Casa Pia, denunciado pelo jornal Expresso e mediatizado ao rubro sobretudo pelas televisões, nós, os portugueses, continuaríamos a aparecer ao mundo como o único povo da Europa sem mácula de pecado na área das perversões sexuais, nomeadamente na pedofilia.
Do nosso ponto de vista, porém, o que foi dito aos educadores em geral e aos pais em particular nestes últimos dois meses é que também existe em Lisboa uma rede de prostituição infantil, alimentada por crianças educadas na Casa Pia, mas obviamente mantida à custa de muitas outras crianças de quem ninguém falou. E que, apesar disso, não deixam de existir. De pedofilia, dos seus problemas e do seu enquadramento psicossocial, falou-se pouco ou mesmo nada. Disse-se que, na Casa Pia, existia um senhor chamado Bibi, autor de vários casos de abuso sexual de menores e também angariador de crianças que, provenientes daquela instituição, engrossavam a dita rede de prostituição infantil. E que uma ex-secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, fez saber ao país que o Estado português tinha conhecimento não apenas dos maus tratos de que eram vítimas as crianças da Casa Pia, como conhecia perfeitamente os tentáculos da dita rede de pedofilia, alimentada por políticos, diplomatas e homens ligados à Comunicação Social. Dois meses decorridos sobre a notícia, ficámos a saber que a nossa Polícia Judiciária também se engana. Afinal, conhecia os nomes de alguns pedófilos portugueses.
É verdade que a grande maioria dos pedófilos procura relacionar-se pessoal e profissionalmente com as crianças. Mas os agentes desta patologia geralmente não têm rosto porque estão dentro das nossas próprias casas. Luís Sousa Ribeiro explica: "A maior parte da pedofilia - 60 a 70 por cento dos casos - é feita em casa, por pessoas que se relacionam directamente com as crianças, pais, tios, primos, amigos e educadores." Mas, afinal, o que é a pedofilia? Existe cura para esta patologia? É possível prevenir esta perversão? Podemos ensinar os nossos filhos a saber defender-se desta doença mental?
Por mais chocante que nos possa parecer, temos de entender que, quando um adulto invade a esfera emocional de uma criança, cria nela não apenas a segurança afectiva tão infantilmente desejada, como a torna participante de um universo que sempre desejou: o universo dos adultos. Só 30 por cento das crianças vítimas de pedofilia comunica a prática sexual de que é vítima. "Sabe porquê?", questiona o especialista. "Não é por medo", assegura-nos. "É simplesmente porque, enquanto a relação existe, a criança sente que o seu desejo de pertença à vida adulta está satisfeito e, por consequência, estão aparentemente serenadas as suas angústias, as suas dúvidas, as suas mais profundas aspirações. A criança sente que o seu mundo está afectivamente organizado." E Luís Sousa Ribeiro acrescenta: "Mais de 70 por cento das crianças só denuncia a relação quando esta cessa." É só nestas circunstâncias que podemos reconhecer os sintomas: depressão, desorientação, insegurança, baixa auto-estima. E completa: "O grave disto tudo é que o pedófilo aparece na vida da criança quando esta está a desenvolver a sua individualidade e, por isso, à procura de certezas." É justamente a natureza perversa e infame deste fenómeno em que, na maior parte dos casos, não existe agressão física, que nos cria uma total sensação de impotência para impedir ou prevenir que as nossas crianças sejam vítimas destes actos.
Cuidado com a Internet! De acordo com os técnicos da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), a Internet é um dos veículos mais utilizados pelos pedófilos. Por isso, é preciso muita atenção. • Converse com a criança sobre a Internet.
Ir para a escola sozinho Se o trajecto para a escola é feito sem a companhia de um ... ser autónomo. Os pais devem explicar aos seus filhos que também eles têm de ser responsáveis pela sua própria segurança. Por isso, devem estar atentos às interpelações na rua e à eventualidade de determinadas pessoas desejarem acompanhá-los.
Para defender o seu filho Para Luís Sousa Ribeiro, psicólogo e professor do ISPA, "não é possível encontrar meios eficazes de prevenção contra a pedofilia, uma vez que geralmente só conhecemos o problema quando este deixou de existir. Isto é, as crianças só falam da relação pedófila quando esta já cessou". Mas para os técnicos da APAV, no entanto, "é possível promover alguns comportamentos preventivos". Com a ajuda de José Félix, gestor do Manual Para o Atendimento de Crianças Vítimas de Violência Sexual, seleccionámos os mais importantes. 1. Saiba sempre onde e com quem o seu filho está. Com as crianças mais pequenas, isto deve ser obrigatório entre o pai e a mãe. Com as mais crescidas, os pais deverão educá-las no sentido de as avisarem sempre onde estão ou estarão e com quem. 2. Não deixe a criança sozinha no automóvel. Nunca facilite! 3. Conheça e observe as pessoas. Os pais devem observar 4. Conheça e observe os seus familiares. Convém conhecer 5. Conheça e escolha os empregados e outro pessoal. Os pais têm de saber o maior número possível de informação acerca das pessoas que contratam para a sua casa, mesmo que não tenham contacto directo com os seus filhos. 6. Conheça e escolha os locais de ocupação dos tempos livres. Os educadores devem conhecer bem as escolas e ateliers 7. Conheça e observe bem a criança. Mais importante 8. Fomente a noção de intimidade. Os profissionais 9. Explique o significado dos toques corporais. É importante que se explique às crianças a diferença entre "toques bons"
LINHAS DE APOIO
SEM COMENTÁRIOS
PARA QUE LADO? - Sr Presidente
PROÍBIDO O COMÉRCIO - E não se fala mais nisso!
VÁ PARA PEVIDÉM
DESVIO PORTO -VALONGO
CONSTRUÇAO -Um doce para quem adivinhar em que país é este prédio!...
Terapia Infantil
A Terapia Infantil é a psicoterapia dirigida ao atendimento a crianças. Ela conta com recursos lúdicos a fim de abordar o mundo infantil, considerando as necessidades particulares e os aspectos especiais das crianças. Tem-se como referencial o sofrimento da criança e como objetivo ajudá-la a encontrar caminhos para sentir-se melhor. São inúmeras as razões que levam pais ou responsáveis a procurar terapia para suas crianças. Podemos destacar o baixo rendimento escolar, comportamentos agressivos, timidez, enurese noturna, hiperatividade, dificuldades de interagir com outras crianças ou familiares, depressão, obesidade, etc. Os comportamentos-problema nas crianças podem estar associados à falta de habilidade para lidar com situações adversas e difíceis, como a separação dos pais ou mudança de escola. Nestes casos a terapia irá auxiliá-la, com a metodologia adequada, na aquisição de novos comportamentos eficientes para lidar com as situações geradoras do estresse emocional. A constatação de que a criança com dificuldades psicológicas está tentando resolver um problema no meio onde ela está inserida difere da visão simplista de que ela estaria criando outro(s) problema(s) e conduz a um importante ponto da Psicoterapia Comportamental Infantil, o modelo triádico de atendimento. Trata-se do envolvimento dos pais no processo terapêutico do filho, através de sessões de orientação. Em tais encontros, os pais aprendem formas alternativas de ajudar o filho, bem como passam a entender o que ocorre no contexto familiar e o que poderia estar gerando ou mantendo o problema. Percebe-se, neste modelo, que todo ambiente no qual a criança interage deve ser considerado e também ser foco de intervenção. Neste sentido, pode-se orientar, inclusive, outros familiares e a escola. O terapeuta, através de sua relação genuína com a criança, inicia um processo de mudança comportamental dentro do consultório com o intuito de que estes progressos generalizem para os ambientes naturais da criança. Assim ela conseguirá se comportar de forma a se sentir bem em todas as esferas de sua vida. .
Conhecendo um pouco da origem... Não é por acaso que o dito popular... "Mãe é uma só "... é utilizado há muito tempo, pois desde a Grécia Antiga os gregos, toda a primavera, celebravam em honra de Rhea, a mãe dos Deuses. Um pouco de reflexão...
Não poderia terminar esta homenagem, sem antes falarmos das avós. Chamadas de "segundas mães", muitas delas por infinitas vezes estão ao lado e mesmo à frente da educação dos netos. Com sua sabedoria, experiência e com um sentimento maravilhoso de estar vivenciando os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações.
ELOGIO AO AMOR
À alguns dias atrás questionei aqui sobre o Amor,hoje publico
um artigo para vos fazer pensar um bocadinho no assunto:
"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima coisa entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de cafés, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também." Miguel Esteves Cardoso .
...e assim, em mais um olhar e num momento de silencio.... viria a renascer e a crescer esperanças naquele ser... o que estaria ele a olhar não sabemos... mas pelo o olhar marcante... algo naquele sitio de especial ele tinha encontrado.... memorias ou simples recordações de tempos passados... isso não interessa para este ser, o que lhe interessa é a calma e a beleza do que lhe envolve...
Saudade ...É impossível sentir saudades do feio, do triste, do escuro, do que nos deixou mágoas. A vida nos traz saudades do que nossos olhos viram e a alma gravou como felicidade, prazer, encanto, amor.
Saudades... É o estado da alma provocado por aquilo que vivemos, vimos, sentimos e guardamos aconchegado bem lá no fundo. Sempre que as boas lembranças "brotam", a saudade aparece. Ela não é triste, ela não é alegre, ela é saudade e basta! Sentimento único, incontrolável que permeia nossas entranhas, avassala nossa quietude, transpassa as barreiras dos nossos sentidos. Forte, única e necessária. Imaginemos a vida sem esse sentimento. Desde a mais tenra infância os momentos inesquecíveis se ficam em nós e, guardados com carinho através do tempo, nos alimentam durante nossa caminhada de crescimento. Momentos puros, de beleza ímpar. Que fazer com todos os flashes, brotando sem pedir licença, explodindo como fogos de artifícios no nosso imaginário? Sentimos a única coisa que expressa essas múltiplas luzes coloridas, a Saudade... Ela chega, se apossa do nosso ser, nos transporta até aquela lembrança instalada e muitas vezes, aparentemente esquecida. Voltamos, vivemos o momento como se realmente ele ali estivesse. Ela chega forte em si mesma. Sentimos sabores, perfumes, toques, voltam às cores. Revivemos, e reviver é viver novamente. Assim nos deixamos ficar. Saudades... Ela sabe o tempo, conhece o lugar, entende o corpo, o coração, a mente e alma. Instala-se, ... Nesse exacto momento em que acreditamos "Viver novamente", ela se vai... Ficamos frustrados com sua partida? Se a entendemos, não! O que fica é uma sensação de leveza, de alegria. Esses momentos revividos são eternos. Citando Drummond: "A saudade, essa saudade assimilada, ninguém rouba mais de mim". O hoje é para ser vivido intensamente, porém os momentos inesquecíveis precisam reacender-se quando precisamos deles. Só assim, podemos acreditar que o dia seguinte virá com alegria porque o ontem, guardado no fundo da alma, tem a saudades para reavivá-lo nos fortalecendo para o amanhã. Saudade,... Tenho Saudade!
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"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho, como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei".
Fernando Pessoa A SUBNUTRIÇÃO VITIMA 5,6 MILHÕES DE CRIANÇAS
REPITO: A SUBNUTRIÇÃO VITIMA 5,6 MILHÕES DE CRIANÇAS
A subnutrição mata anualmente 5,6 milhões de crianças em todo o Mundo, mas este terrível número é apenas a face mais visível do problema. Uma em cada quatro crianças (sobre)vive com défice de nutrientes, revelado no baixo peso para a idade. São 146 milhões no total. E, delas, 75% vivem em dez países e mais de metade em apenas três, no Sul da Ásia. A Índia, o Bangladesh e o Paquistão.
O drama está estampado no relatório "Progress for children a report card on nutrition", do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revela poucas melhorias ao longo dos anos e ameaça inviabilizar os Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio, fixados em 1990 pela ONU: erradicar a pobreza extrema e reduzir a fome no Mundo para metade até 2015.
JN (Ivete Carneiro)
A vontade de SER e de fazer Vir a Ser
"UM GUERREIRO DE LUZ SABE DISTINGUIR O QUE É PASSADO DO QUE É DEFINITIVO." (Paulo Coelho)
Em algumas de minhas "pesquisas" pelos muitos blogs, encontrei um texto que falava sobre os "Guerreiros de Luz". Não sei se sabem, mas todos nós podemos ser um deles, basta que tenhamos consciência. Eu já conhecia o termo e acredito que seja mesmo algo mais verdadeiro do que possam muitos acreditar. Não pude, então, deixar de colocar aqui uma frase que chamou ainda mais minha atenção e que fala de coisas muito parecidas, mas totalmente diferentes uma da outra: o passado e o definitivo. Algumas pessoas se prendem ao passado e não conseguem perceber que, com isso, estão deixando de viver suas vidas, apenas porque não sabem a diferença entre ele e aquilo que é definitivo e significativo por si só. Não existe nada mais absolutamente perigoso do que prender-se a coisas que já não mais existem a não ser dentro de nós mesmos. Aquelas que, embora tenham tido o seu tempo e o seu significado, já não mais pertencem às nossas vidas a não ser através de algumas lembranças. Não o suficiente para fazer delas algo em que nos agarremos para continuar vivendo e sim, alguma coisa que teve sua importância, mas que hoje, só nos torna livres para nos entregarmos a novos voos e novas conquistas. Saber distinguir o que é passado do que é definitivo é algo tão importante quanto saber viver. Iludem suas vidas, aqueles que não compreendem essa diferença. Vivem presos em suas próprias redes, construídas em torno de experiências, cujo significado se distancia do seu objectivo maior: transformar o futuro e fazer valer a pena estarmos aqui, saboreando a vida que nos foi dada para ser, simplesmente, vivida em toda a sua intensidade. Deixam passar, sem ver, novas oportunidades que surgem. Abandonam a oportunidade de serem os protagonistas, para tornarem-se espectadores de suas próprias histórias. Numa retrospectiva constante dos melhores momentos, como que em um filme, sem sequer pensar na possibilidade de criar momentos novos e igualmente gratificantes. Não existe nada mais triste do que deixar passar a vida sem viver. Buscar novos objectivos e novas formas de realização. É mais do que importante e o que nos torna responsáveis pelas mudanças que desejamos ver edificadas em nosso mundo, mesmo que não sejamos nós a experimentarmos. Afinal, o que existe de definitivo, senão a nossa eterna vontade de realizar mudanças? Se a perdermos, estaremos jogando fora a nossa oportunidade de lutar pelo que acreditamos e nos tornarmos “presas” nas mãos daqueles que sabem como utilizar as nossas fraquezas em benefício próprio. Mais vale saborear alguns poucos minutos de vida plena, do que parar no tempo à espera de voltar a sentir velhas sensações de felicidade, que ficaram no passado e que não poderão jamais voltar a acontecer. Sejamos os "guerreiros de luz" e tentemos fazer com que outros tantos nos acompanhem nessa luta pelo que é definitivo: "A vontade de SER e de fazer Vir a Ser”.
Para Ti,...!AMOR, Quando dois corações pulsam no mesmo ritmo, todo o Universo a sua volta harmoniza-se. Quando duas almas se encontram e se reconhecem, o tempo é mera ilusão e todo o sofrimento, pequeno espinho do caminho...
Autores da Nossa Felicidade???
Os dias são diferentes uns dos outros.
Sucedem connosco, e à nossa volta, em cada um deles, milhares de acontecimentos de que nunca mais nos lembraremos. E também, de vez em quando, alguns que não poderemos esquecer: aqueles que nos trazem as grandes alegrias e os grandes sofrimentos.
Alegramo-nos, temos momentos de paz e felicidade. Mas todos temos, igualmente, a nossa ração de dor. Sucedem coisas que não esperávamos, que não merecíamos, que não entendemos. A nós e àqueles que amamos. Dói-nos. Há, porém, o facto curioso de que em muitas ocasiões somos nós mesmos a fazer as coisas que depois nos fazem sofrer. Tomamos atitudes, temos comportamentos e escolhas que se vão reflectir em nós, que vão ferir a nossa paz e a nossa felicidade. E acontece que temos uma grande capacidade de enfrentar as agressões inevitáveis que nos chegam do exterior. E que estamos muito mais indefesos perante as situações que criamos. Vemos homens que sorriem com grande paz no meio da dor provocada pela cegueira, pela paralisia, pelo desemprego, por um cancro, pela morte de alguém muito querido. Vemos pessoas - fisicamente saudáveis, sem inimigos, sem dificuldades exteriores - intimamente desfeitas pelo peso da culpa, pela perda da esperança, pela recusa de amar. Estou convencido de que somos o nosso pior inimigo. Aquilo que vem de fora toca-nos na periferia, mas não penetra no interior da cidadela. Aquilo que fazemos, porém, alcança o núcleo do nosso ser. É uma ilusão pensarmos que somos aquilo que a vida - os outros, os acontecimentos... - fez de nós. Somos, antes, aquilo que as nossas escolhas determinaram. A vida pode arrastar-nos de um lado para outro, magoar-nos, oferecer-nos frio ou calor. Mas não nos corrompe. "Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha Nazi, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo as suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas ensinaram-me uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última das suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino", escreveu Vicktor Frankl. Somos os autores da nossa felicidade ou da nossa infelicidade. Gostamos de nos queixar, mas não temos razão. Podemos adaptar-nos àquilo que nos sucede. Podemos aguentar. Podemos esperar. Mas quando actuamos mal, quando as nossas escolhas são contrárias à nossa natureza humana, chega-se a um ponto em que viver é insuportavelmente doloroso. A dor pode vir-nos do exterior. A felicidade, contudo, está relacionada apenas com o nosso comportamento, com as nossas escolhas, e nada exterior no-la pode roubar. É compatível com o sofrimento.
Quando eramos miúdos, os nossos pais ensinavam-nos, antes de mais, a actuar bem, a escolher correctamente. Ficavam contentes quando tornávamos coisa nossa os seus conselhos, escolhendo livremente actuar dessa forma - e não apenas por medo a um castigo. Agora, parece que muitos pais, e muitos educadores, desistiram de actuar a esse nível. Preocupam-se mais com afastar das crianças os obstáculos exteriores: muitos cuidados com a saúde; estudar, para terem um futuro desafogado; imensas medidas de segurança... E a felicidade? |
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