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Sida
Como se transmite a Sida?
1. SANGUE - produtos e seus derivados Há anos atrás, quando ainda não se conhecia a doença, foi possível ter-se injectado sangue ou seus derivados, de indivíduos já portadores de SIDA em indivíduos sãos, transmitindo-lhes assim a doença. Felizmente essa situação encontra-se hoje resolvida. Entre as análises que, obrigatoriamente, se têm que efectuar aos dadores de sangue, figura o despiste de portador de SIDA. É uma forma de transmissão que actualmente, só por acidente raro, pode ser considerada.
2. INJECÇÕES NA VEIA Mesmo que o produto a injectar seja estéril, se a agulha e seringa usadas na injecção estiverem infestadas, a doença também é transmitida. Nos estabelecimentos de saúde não existe este risco porque as agulhas e seringas estão esterilizadas, e usadas só uma vez. Mas entre os toxicodependentes, dos actos que descuidadamente praticam, a partilha de agulhas e seringas sem o mínimo cuidado, é um dos factores de transmissão mais importante. Associado à prática sexual múltipla e não protegida, transforma os toxicodependentes num dos grupos mais infestados e o maior disseminador da infecção na população geral.
3. RELAÇÕES SEXUAIS As situações de SIDA inicialmente detectadas verificavam-se, como mais frequentes, entre os homossexuais masculinos. Este grupo, ainda hoje considerado de grande risco, por ter sido o mais agredido e o mais alertado, foi aquele que teve mais cedo que conhecer e encarar a doença, tomando as precauções de defesa convenientes a uma não contaminação. Em compensação, a transmissão por relações heterossexuais tem aumentado muito nestes últimos anos. A DOENÇA NÃO FICA A PERDER ! O RISCO DE CONTAMINAÇÃO AUMENTA: COM O NÚMERO DE PARCEIROS SEXUAIS
A existência de pequenas efracções, úlceras ou feridas na mucosa vaginal, agravam muito a possibilidade de infecção da mulher. Mas também são essas pequenas lesões na mulher infectada, que provocam maior facilidade de contaminação no homem são. Se considerarmos que existem situações de prática diária de vários actos de actividade sexual, com vários parceiros diferentes, entre indivíduos que até podem desconhecer a sua situação como doentes, compreende-se por que se considera actualmente a transmissão heterossexual como muito importante SIDA DEIXOU DE SER UMA DOENÇA DE GRUPOS FECHADOS, DOS DROGADOS, DOS HOMOSSEXUAIS, PARA SER UMA DOENÇA QUE PODE ATINGIR QUALQUER ELEMENTO DA POPULAÇÃO. Há países onde começa a ser alarmante a incidência de SIDA nas camadas mais jovens ( 12, 13 anos), relacionada com o início de uma desregrada actividade sexual e a prática de consumo de drogas. 4. GRAVIDEZ A MULHER INFECTADA PODE TRANSMITIR SIDA AOS SEUS FILHOS. A transmissão mais frequente é feita durante o período de gestação, em que o sangue da mãe vai circular no feto, através da placenta. Menos provável, ou menos frequente, é a contaminação durante o parto pelo sangue perdido, ou durante a amamentação. Os recém nascidos têm uma capacidade de resistência muito fraca, ainda não desenvolvida, e durante os primeiros tempos de vida a resistência que têm foi-lhes transmitida pela mãe durante a gestação. Uma mãe infectada tem pouco para oferecer a seu filho. Pouco de bom, claro e porque aquilo que oferece está dependente do estado de evolução da sua doença, nem todos os filhos são atingidos da mesmo maneira. Em termos gerais, pode considerar-se que 20% dos filhos de mães infestadas vão ter SIDA e morrer a curto prazo. Alguns antes dos dois anos, outros vão ter várias doenças e complicações, arrastando uma vida penosa e infeliz até morrer, alguns anos mais tarde. EM TODOS OS PAÍSES NASCEM CRIANÇAS COM SIDA, FILHOS DE PAIS QUE, NÃO SABENDO QUE ERAM PORTADORES DA DOENÇA, CONDENARAM INEVITAVELMENTE SEUS FILHOS.
Como evolui a doença? O QUE É IMPORTANTE É REFERIR QUE QUALQUER PESSOA PODE SER INFECTADA SEM DAR POR ISSO, SEM O SABER. Após o acidente de infecção, a doença tem um longo período de evolução silenciosa sem provocar a mais pequena perturbação ou queixa. É o período durante o qual o vírus se instala, começa a invadir e destruir os linfócitos T 4 e a multiplicar-se. O nosso organismo põe em acção os seus mecanismos de defesa ( produzindo, inclusive, maior número de linfócitos T 4 tentando neutralizar a agressão. A duração do período de evolução silenciosa, muito variável (em média de 8 a 10 anos),está dependente de vários factores: da intensidade e gravidade da infecção Durante este período diz-se que o indivíduo é PORTADOR por trazer consigo o VÍRUS; também se diz que é SEROPOSITIVO por serem positivas as análises que indicam a infecção. O QUE É GRAVE NESTA DOENÇA, E DEVE SER DO CONHECIMENTO GERAL, É QUE DURANTE TODO ESSE PERÍODO EM QUE NÃO TEM DOENÇA CLÍNICA E MUITAS VEZES NÃO SABE SEQUER QUE É PORTADOR, ESSE INDÍVIDUO PODE INFECTAR TODOS AQUELES COM QUEM TIVER CONTACTOS SEXUAIS. A grande traição desta doença estabelece-se assim em três planos:ç pode-se contrair, SEM TER CONHECIMENTO Ao fim de certo tempo, o período correspondente à evolução silenciosa, as defesas do organismo estão esgotadas.Começam então a aparecer as complicações próprias de um organismo sem capacidade de se defender, de reagir a infecções mesmo as mais correntes, as mais simples. E porque muitas dessas infecções são produzidas por agentes que normalmente são incapazes de provocar doença, alguns até habitantes usuais do nosso organismo, dá-se-lhes o nome de INFECÇÕES OPORTUNISTAS. Cada crise assim desencadeado torna mais fraca a capacidade imuno-defensora do organismo e mais frágil a resistência do doente a outras agressões, surgindo assim VÁRIOS TIPOS DE CANCRO, característicos desta situação. Está então estabelecido o quadro clínico do " SINDROMA DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA " corolário final de uma doença contraída anos antes, de evolução torpe, não sentida que, quando aparece como síndroma denunciado, já pouco há a fazer. Pela repetição, ou manutenção, das crises ou das infecções, o doente morre em pouco tempo.
Qual o tratamento?
De resto, mesmo para as outras doenças provocados por vírus não existe tratamento médico, no sentido de tomar remédios para " matar , o agente da doença, como acontece para as infecções produzidas por bactérias. Nas doenças por vírus, a atitude médica consiste em criar no organismo defesa específica contra essa possível agressão, sob a forma de administração de vacinas. É uma atitude preventiva de modo a que, no caso do infecção se dar, a doença não surja, ou seja tão fraca, que o organismo não venha a sofrer por isso e a possa debelar com facilidade. AINDA NÃO FOI DESCOBERTA A VACINA DE PREVENÇÃO PARA A SIDA Existe, no entanto, um grupo de medicamentos que podem diminuir a multiplicação dos vírus. Não destrói todos os Vírus, nem cura a doença, mas reduzindo o número de elementos agressivos, pode retardar a sua evolução. Não tanto na fase final, com o SINDROMA DE IMUNODEFICIÊNCIA declarado, bem definido, mas na situação anterior, ajudando o organismo a manter ainda certo grau de defesa e imuno-resistência. São medicamentos que podem prolongar o tempo de vida, contendo a infecção numa fase anterior ao cataclismo final. MAS PARA QUE POSSA RESULTAR ESSE TRATAMENTO, TORNA-SE NECESSÁRIO QUE OS INDIVIDUOS SEROPOSITIVOS, OS PORTADORES, SEJAM DESPISTADOS PRECOCEMENTE E SEGUIDOS PERIODICAMENTE PARA APLICAÇÃO DO TRATAMENTO NA ALTURA DEVIDA E CONVENIENTE. E isso depende, exclusivamente, de interesse e da vontade de cada pessoa em ter conhecimento da sua situação perante a possível infecção pelos vírus HIV.
Qual a solução. Que fazer? Não havendo processo médico curativo, ou de prevenção, para a doença, COMPETE À POPULAÇÃO ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PESSOAL DE PREVENIR-SE CONTRA ELA.É esse o grande interesse desta CAMPANHA - dar conhecimentos de aspectos particulares desta doença, divulgá-la, acabar com o secretismo que a tem envolvido, torná-la objecto de preocupação e de decisão consciente de todos. SIDA é uma doença tão traiçoeira, tão grave, de resultados tão nefastos, e já tão expandida, que o facto de estar ligada a grupos de comportamento especial, ou por estar quase exclusivamente ligada ao acto sexual, não deve impedir que todos a encarem de frente, a pesquisem, a considerem com a preocupação que merece. COMPETE A CADA UM ASSUMIR A SUA QUOTA PARTE NA RESPONSABILIDADE DE COMBATER A SIDA, tomando as precauções necessárias à sua contenção. O ideal seria tomar as precauções suficientes para NÃO CONTRAIR A DOENÇA. São várias e de vários tipos. Tendo sido já contraído, é de grande interesse social que se tomem precauções para que NÃO SEJA FACILITADA A SUA TRANSMISSÃO; e de interesse pessoal também, pois UMA REINFECÇÃO PODE ACELERAR O PROCESSO, LEVANDO A UM ENCURTAMENTO DO TEMPO DE VIDA DO INDIVIDUO INFECTADO. A SIDA há muito que ultrapassou as barreiras que envolviam os homossexuais e os drogados. AGORA É UMA DOENÇA QUE PODE SER DE QUALQUER PESSOA. Já não há grupos de risco. O que HÁ É COMPORTAMENTOS DE RISCO, que devem ser evitados, ou conscientemente assumidos com o máximo de precaução. PROTEJA-SE A Si PRÓPRIO, PROTEJA OS OUTROS
AREA DE INTERVENÇÃO
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